© Prisão de muros brancos ©

O Limbo

Eu realmente quis te conhecer
fiz de tudo para impressionar
e arrancar-te imensos sorrisos
A ti o meu passado se fez a esquecer
A ti fiz por um segundo meu mundo parar
e os seus passos firmes
quem dera ao menos
todos os dias eu pudesse observar

Quanto de tristeza cabe
nas profundezas de um olhar?
E quantas lágrimas
ainda serão capazes de escoar
para que por completo possa me limpar?

Os meus devaneios a ninguém interessa
E da minha solidão poucos saberão
O destino bate a porta com pressa
e assim chegará sem a mínima previsão

Me conte sobre seu dia
Desabafe comigo para se acalmar
Só não me esqueça sozinho
na imensidão do caminhar

Aqui eu já não sei em quem confiar
E sim, Confiaria em ti sem ao menos pensar

Não deixe os meus próprios pensamento
finalmente me afogar
Resgate minha alma do limbo
E eu sei que contigo
podemos imaginar o universo e sua imensidão
podemos nos livrar desta confusão
Não me deixe sozinho em solidão

Quanto de tristeza cabe
nas profundezas de um olhar?
E quantas lágrimas
ainda serão capazes de escoar
para que por completo possa me limpar?

Me Perdoe! (Lamentos de um Tolo Platônico)

Te olhei por tanto tempo e te decifrei em mil pedaços, logo eu que vivo sempre atrasado, quase alucinado parei em tantos momentos pra te ver passar … Eu que vivo meio despreocupado um tanto quanto alienado sentia prazer em te fazer sorrir pra ter o que olhar e quem admirar… e eu que estava cansado de escrever sem melodia não me desagradaria se você fosse a minha melodia … e eu com um passado escuro e atormentado agradeceria se sua luz iluminasse minha forma de pensar e com certeza eu esqueceria que em algum dia eu sofri por muito amar.

Mais e bem pior do que eu possa imaginar e eu sei que tudo não passa de expectativas erradas e por pior que seja estou sempre sozinho nessa estrada.

Então me perdoe… me perdoe por querer-te demais, me perdoe por tudo pois eu não previa, me perdoe por enxergar coisas onde não devia, me perdoe por acabar te afogando em meu mar de confusão, me perdoe por gostar de sua companhia sem nenhuma pretensão, me perdoe pelas minhas tolisses e me perdoe por eu não controlar meu fragil coração… Me perdoe por não saber direto como me expressar e mais uma vez me perdoe porque só escrevendo que sei me confessar

Coração sem juízo, aflito insiste em ver compaixão onde só se a conflito.
Coração sem nexo, indeciso insiste nas curvas de um belo sorriso, e vive em um sentimento tão impreciso.

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